

O presidente do Avaí, Júlio Heerdt, confirmou nesta quarta-feira (16) que o clube está com salários atrasados desde abril e prometeu quitar todos os débitos até o dia 31 de julho. Durante entrevista coletiva na Ressacada, o dirigente explicou que os problemas de fluxo de caixa afetam parte dos salários CLT dos atletas e 100% dos direitos de imagem que deveriam ter sido pagos em 25 de junho.
"A gente vai quitar até o dia 31 os salários com o dinheiro que vem da venda dos direitos de TV. A ideia é que a gente tenha recursos suficientes em caixa para cobrir esse déficit de caixa e ter para pagar até o fim do ano", afirmou Heerdt.
O mandatário azurra reconheceu que o clube vem atrasando sistematicamente os salários há quatro meses, mas negou que a situação tenha influenciado na derrota por 4 a 0 para o Athletic, na última segunda-feira. "Foi uma derrota muito dolorida para nós, estou indignado com esse resultado, mas o revés não tem ligação com a questão salarial, já que o problema vem ocorrendo há quatro meses", disse.
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Segundo Heerdt, os problemas financeiros podem afetar a chegada de reforços pela repercussão negativa. "Um time que tem problemas de fluxo de caixa não é bom para a janela de transferências. Já tivemos janelas que estávamos na zona de rebaixamento, mas conseguimos atletas para reverter isso. Agora estamos brigando por G-4", explicou.
O presidente revelou que há uma dificuldade estrutural no futebol brasileiro para manter reservas financeiras adequadas. "Já trabalhei em empresas que a gente mantinha no caixa equivalente a três meses de salário, mas no Avaí a gente não conseguiu ainda essa situação", completou.
O Avaí ainda tem valores a receber de negociações envolvendo ex-jogadores. O clube possui parte dos direitos econômicos de Lipe, vendido do Gil Vicente para o Porto, e também tem valores pendentes da transferência do lateral-direito Guga do Atlético-MG para o Fluminense.
"Nós temos parte dos direitos econômicos dele (Lipe), não participamos diretamente da negociação e acionamos nossa parte para tomar ciência de qual a parte que cabe ao Avaí. O Guga ainda temos valores a receber, principalmente da negociação do Atlético-MG para o Fluminense e estamos acionando os mecanismos legais para receber esses valores", disse Heerdt.
O presidente também abordou as recentes saídas de profissionais do departamento de futebol. O diretor executivo Eduardo Freeland foi para o Athletico, o responsável pelo departamento de mercado Giovani Dalla Valle foi para uma empresa de scout, e Filipe Mattos, técnico campeão da Série B sub-20, acertou com o Internacional.
"O Freeland foi substituído pelo Roberto (Braga). A saída do Giovani Dalla Valle e do Filipe Mattos tiveram a ver com o mercado. O Filipe foi campeão da Série B do Sub-20 e chamou atenção do Inter. Foram valorizados pelo mercado", explicou Heerdt.
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