

Depois de ouvir vários "nãos" em uma situação crítica, o Figueirense anuncia um nome fora do normal e com um vínculo mais fora do normal ainda: Elio Sizenando, treinador que não tem histórico de "bombeiro", com uma passagem muito discreta pelo Pouso Alegre na Série D e um título da A2 com o Capivariano, tendo um trabalho de longuíssimo prazo no clube paulista.
O nome não me empolga. Me passa a impressão do "não tem tu, vai tu mesmo". Ele terá que conhecer o time e buscar uma reação já no domingo, contra o São Bernardo. Vem sabendo que não vai fazer trabalho longo, pois foi "emprestado" pelo Capivariano, ainda que a CBF entenda que não existe a figura do empréstimo de treinador.
Meus maiores pontos de interrogação vão para o que o treinador poderá fazer. Terá ele perfil para "chacoalhar" vestiário? Qual a receita para organizar o time em pouco tempo, e fazer o time ter mais poder ofensivo? Certo é que ele chega em responsabilidade nenhuma, e se o rebaixamento vier, na segunda-feira seguinte à última rodada ele entra no avião e desembarca em Capivari.
Por isso, eu carrego dúvidas sobre o compromisso que o treinador tem com toda essa situação. É fruto de uma sequência de erros de quem montou o time, e acreditou que Ramon Vinicius é melhor que Rodolfo Potiguar. O torcedor alvinegro se prepare para muitas emoções, para o bem ou para o mal.
Mín. 21° Máx. 29°





